sábado, 20 de novembro de 2010

"Enquanto eu olhava pro vazio
um medo repentino se apossou de mim
e foi tomando todo o meu ser, e quando eu menos percebi se apossou de minha alma
com uma alvorocidade, e não pude mas contê-lo.
e o vazio externo, transportou-se, virou interno
e a solidão, que me fazia tão bem, naquele instante me fez gelar.
o medo veio me assustar, virou pavor, virou angústia, virou, virou..
ter ninguém, somente ter a solidão, ter a imensidão, não ter o aconchego,
nao ter linhagem, não ter um grito, um sussuro, uma outra voz além da minha,
não ter a casa cheia, ter o silêncio, ter o pensamento livre, ter o vento, ter liberdade mas
SER sozinha, S O Z I N H A, e terminar assim,  e SER assim, me assustava, me arrepiava
me tirava do eixo, me enlouquecia, então esse era o medo que vinha sem pedir licença e nem por favor"

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

" De repente, desapareci.
Sumi, instantaneamente.
Como quem segue o vento, nobre e fresco da manhã, fui-me, e então sumi.
Corri, rodei, fui, e continuei indo. Parei frente a uma bifurcação, fechei os olhos e escolhi um lado e corri,
Continuei indo. Deparei com outra realidade, outra imagem, OUTRO, OUTRA.
Detei sobre o gramado cheio de orvalho.
Olhei pra mim, em meio a lama que se apresentava em minhas mãos e meus pés, meu rosto suado e minha Respiração ofegante, olhei pro céu. Ele seria o único que não mudará perante as mudanças de cenário que aconteceram. Ele fora o único que continuou sendo calmo e azul. o único quem conseguia acalmar o tsunami que se tornará minha jornada.
Mas olhando pra ele, tudo se tornara calmo e tranquilo outra vez, e por aquela noite, fiquei por ali, olhando pra ele, e ele olhando pra mim"

quinta-feira, 29 de julho de 2010

velhas memórias #7

" E todas as nossas lembranças estavam guardadas ali, tudo que estava ali dentro eu conhecia muito bem, a não ser por.. - o que é isso?, me assustei ao perceber que havia um envelope pardo, de tanto tempo que havia ficado guardado, - para mim, com a letra da Chris!!, comecei a  tremer, e a suar frio,então respirei fundo, e comecei a ler.
A carta começava assim:
' Meu amor, se você achou isso, é porque eu já não faço mais parte deste mundo, cruel, injusto e físico. Quero que viva, não viva pela minha morte, não chore por ela, quero viva. Viva com as lembranças dos nossos dias de verão e de inverno, quentes ou frios, dos dias que nosso amor viveu e sobre-viveu. Lembre-se de todas as nossas brigas e conflitos, elas sempre trouxeram ao nosso amor a força da reconciliação. Lembre -se do amor que nos fez ter duas pequenas criaturinhas, duas preciosidades, dois anjos em meio a esse mundo, cuide desses anjos, mostre pra elas que nesse mundo há coisas belas, e que a felicidade pode ser sim encontrada em um sorriso, em um olhar,em um abraço, diga para elas o tamanho do amor que eu sentia, e que elas não tenham raiva, porque não pude viver mais tempo, mas que  agradeçam o tempo que passei ai. E você meu amor, saiba que sempre será, aquele que me fez viver intensamente cada segundo, até os últimos, que me fez ser feliz, que me fez encontrar o amor, que VIVEU E SOBRE - VIVEU comigo, afinal tivemos uma sobre vida, uma vida mais, que nos proporcionou viver e presenciar coisas absurdamente lindas e significantes. Você não signifou apenas um amor eterno, você é a minha vida, e se hoje eu não estou mais em meu corpo físico, estou viva em sua mente, em sua alma, em seu coração. 
Com muito amor e profunda saudade. 
Chris'
não consegui chorar, somente consegui sorrir, infinitamente mais depois de tudo que tinha lido e me recordado com aquela bela carta. Chris tinha dessas coisas enigmáticas, mas em sua essência, todos os enigmas tinham sua beleza e verdade guardada nas palavas.
Peguei a carta, levei- a para meu quarto, li, re li, fiz isso milhares de vezes, ate cair no sono grudado naquela nela, naquelas palavras, na lembrança daquele amor. E sonhei, sonhei que ..."

continua...

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Velhas Memórias #6

"Peguei essa caixa antiga e sentei em minha cadeira, tomei um gole do meu café, estava meio amargo, mas era assim que eu queria me sentir, pra poder suportar a dor de abrir aquela caixa. Depois de ficar ensaiando pra abrir aquela bendita caixa, abri. Primeiramente tinha um álbum, fotos do colégio, fotos de infância. Dentre muitas peguei uma em que estavam eu e meu melhor amigo, na verdade não era uma foto, era um recorte de jornal, em que estávamos correndo pelados e umas senhoras estavam loucas correndo atrás da gente e a matéria era ' Baderneiros acabam com a paz da cidade', cai na gargalhada quando lembrei o que fizemos naquele dia. Estávamos meio loucos e tiramos as calças e passamos em frente a igrejinha da cidade correndo, carregando nossas garrafas de álcool gritando que o mundo ia acabar e elas, assustadas, correram nos chamando de pervertidos, de anti Cristo, de um bocado de coisas. Pra nosso azar a equipe do jornalzinho fulera da cidade estava fazendo uma entrevista com seu Jacob sobre uvas e vinhos, a matéria ia muito bem, na verdade deveria estar muito chata, pois o seu Jacob já tinha os seus oitenta e pouco, não ouvia direito, então eles perguntavam a mesma coisa pelo menos 5 vezes, mas ele tinha um faro pra dinheiro, nunca era passado pra trás. A equipe viu todo aquele alvoroço e foi ver o que acontecia quando viu dois adolescentes, aparentemente bêbados, muito bêbados, correndo nus com um bando de velhinhas traz, trataram de fotografar e saber o que estava acontecendo, eles, claro, procuraram as senhorinhas, nem sequer quiseram saber a nossa versão da história, ok ok ela não existia, mas agente inventava qualquer coisa ora, éramos tão bons com mentiras do que com alvoroços na cidade HAHAHA. éramos malucos, depois desse episódio, fomos proibidos de passar na frente da igreja, éramos apontados na rua, e não nos sentíamos mal, pelo contrário riamos tanto dessa história.
Achei bilhetinhos, cartas, fotos, muitas fotos, muita coisa velha e empoeirada até que achei algo que me chamou a atenção fez com que lágrimas rolassem de meus olhos e eu voltasse no tempo: minhas primeiras fotos com Chris, nosso amor registrado naquelas imagens, naqueles bilhetes "

continua...

quinta-feira, 17 de junho de 2010

velhas memórias #5

"e sorrindo fui atrás das minhas pequeninas até o carro. Fomos comer as panquecas da senhora Jamme's, e como eram deliciosas aquelas panquecas. Olhei pra pequena Clarice, que sorria, era o riso mais gostoso, todo lambuzado de calda de chocolate, enquanto Lucy, se deliciava com seu milkshake especial. As meninas amavam a senhora Jamme's, ela era uma senhorinha de um setenta e poucos anos, com seus cabelos brancos e seus olhos caramelados, tinha um coração tatuado no braço direito e no antebraço tinha a frase
'somewhere over the rainbow',andava com sua bengala pra lá e pra cá pela cidade. Era uma senhorinha muito agradável, apesar de as vezes ser um pouco chata, ao ouvir as meninas gargalhando, saiu de onde ela estava, se não me engano na cozinha dando bronca, - Minhas coisinhas fofinhas e sujas de chocolate!, gritou ela no salão - Senhora Jammes!!, correrão minhas meninas, e num abraço forte couberam. Levada pelas meninas, ela se dirigiu até minha mesa, - resolveu dar as caras por aqui John, disse ela, por vezes elas era um tanto quanto rabugenta pro meu gosto, - é trouxe as meninas pra dar um passeio.,
- estávamos com saudades da senhora., - é o pai de vocês é meio burro e não gosta dessa pobre velha aqui., e lá estava eu tomando umas bengaladas na cabeça, - isso dói! desculpa eu prometo trazer as meninas mais vezes aqui!, - HUM quero só ver, não confio em um velho mentiroso igual a você John., - olha quem me chama de velho. HAHAHAHAHAHAHA., neste ex momento a senhora Jammes me olhou com aquela cara de poucos amigos e deu um beijo nas meninas e saiu em direção a outra mesa onde estava o Dr. Bringfield, médico da cidade.
Minhas meninas continuavam a se deliciar com seu lanche e eu bebendo meu café super forte, lembrando de toda aquela loucura que havia acabado de viver, sem dúvida foi uma das experiências mais loucas que vivi.
Assim que as meninas acabaram, elas se limparam e fomos pra casa, já estava tarde e tinha deixado meu lar sozinho o dia todo, e as meninas pareciam cansadas.
Chegamos em casa, coloquei as duas no banho enquanto dava uma olhada geral na casa, arrumei a cama delas, contei a velha história do Peter Pan pela milésima vez até elas dormirem. Me dirigi a minha cadeira de balanço, portando meu café, e uma caixa antiga de fotos e cartas...


continua...

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Ali estavam minhas filhas colocando suas flores no túmulo, ajoelhadas, rezando, Chris tinha ensinado isso a Lucy, toda essa coisa de rezar e de acreditar que tudo seria resolvido com uma oração.Chris ensinou isso pra Lucy,era assim toda noite ela mandava a Lucy juntar as mãozinhas numa cena clássica e oravam juntas, e nesse momento eu passava e agitava a cabeça como quem dizia que não, Chris me fuzilava com os olhos, como quem dizia, seu incrédulo inútil sai daqui e deixa eu ensinar o caminho pra minha filha!eu rapidamente saia, mas nada, NADA, me livrava de uns conselhos religiosos depois.Ela bem que tentou mas não conseguiu me convencer a acreditar nessas coisas.Minha incredulidade ganhou mais força quando a perdi. Tive muitas perdas na minha vida, e ate a fatídica data eu não culpava ninguem, nem nada, mas nesse dia eu culpei. Muitos me julgaram pecador quando bati em cima daquele caixão e gritei..( Chris, meu amor de que tanto adiantou tanta oração, tanto pedido se tiraram você de mim minha rainha. de que, pra que? de que adiantou tanta fé. tanta religiosidade? isso é balela, besteira. eu nao acredito, e nunca vou acreditar!!!),mas é essa a minha verdade, é nela que eu acredito, não acredito em nada que fuja da minha verdade.ela é minha e pro inferno as outras!.Esperei pacientemente toda aquela besteira de reza acabar, nunca vi alguem pra rezar por tanto tempo, rezaram tanta coisa que tive que me reencostar, acabei cochilando e tive um sonho estranho. Sonhei que estava sentado em minha cadeira de balanço e quando olhava do meu lado tinham um cigarro no cinzero, que era o meu, eu sempre sei quais são os MEUS cigarros, e dois copos de wisky, olhei ao meu lado o vi, era era ele fumando comigo. Era o John, o Rev, meu melhor amigo.Me assustei, fiquei pasmo - Não acredito que você vai deixar esse cigarro queimando no cinzero. se não quer passa pro amigo aqui!- Pulei da cadeira e puxei  o John Rev, tive que abraçá- lo e dizer o quanto tava sentindo sua falta. - Para com essa boiolice Death, para!eu estava aqui te esperando todo esse tempo, pega a bosta do cigarro e o wisky que já deve ta quente droga!- ele odiava demonstrações afetuosas, e eu devo ter esquecido  de falar mas ele me chamava de Death,meu sobrenome era Deathmore e o dele era Revivor, e nós abreviamos para: Death e Rev, eramos do rock e achavamos que ia ser um espanto ter isso em nossas camisetas, e pior de tudo que era! Prontamente sentei, conversamos tanto,disse tanta coisa pro John Rev, enquanto eu acendia outro cigarro, John Rev se levantou,olhou pra mim com aquelas bolas de gude que era seus olhos, jogou os cabelos pra traz e apenas falou - Estou sempre ao teu lado, eu sempre estou aqui. Um dia vamos nos encontrar de novo. e te cuida que você receberá uma visita ilustre. te cuida, cuida das gurias death, cuida delas. rapidamente olhei pra ele - Rev não me deixa. somos os imbátiveis Rev e Death. você não pode me abandonar nunca, nem depois da morte, você me prometeu isso! Rev olhando insistentemente pra mim, ele não sabia o quanto aquela imensidão azul de seus olhos me irritavam - Eu sei Death e to falando que estou sempre do seu lado, só não espalha que eu te trouxe ate aqui. se você se lembrar quando for pra tua casa vá até o sotão e abra uma caixa verde. respondi - tá Rev. agente vai se encontrar de novo?, ele levantou e só balançou a cabeça, com quem dizia que sim e foi embora. Acordei assustado, ainda estava no cemitério e minhas filhas estavam agarradas em minhas pernas, me puxando - Ai papa ti susto! disse Clarice. elas estavam com os olhos esbugalhados, assustadas. Peguei elas no colo, dei um beijo forte e um abraço e disse - Vamos comer Panquecas no Jamme's! na verdade nao disse, mas gritei - e o Bosque papai ? disse Lucy, - Amanha.cada dia tem sua aventura! elas concordaram, estavam loucas de fome e só pensavam nas panqeucas divinas da Senhora Jamme's.Sairam correndo na minha frente e foram em direção ao carro, eu sei que já admiti ser incrédulo e tudo mais, mas aquele foi o sonho mais real, de alguma forma aquilo tudo tinha acontecido, não sei explicar mas sei que de alguma forma eu sinto o Rev do meu lado, como se ele fosse meu "anjo protetor"...


continua

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Velhas memórias #4

" As meninas se apressaram e tomaram rapidamente o café, puseram suas respectivas tigelas na pia, colocaram comida para o peixe, Dito, era um peixe palhaço que mais fazia fugir das mãos gordinhas de Clarice, que todo dia queria pegar o pobre coitado.Subiram as escadas correndo e antes mesmo que eu começasse a lavar a louça elas já estavam no banho, junto com seus patinhos de borracha, Barco do Capitão Gancho, e é claro o próprio Gancho. Enquanto lavava a louça pensei o quanto ia ser difícil fazer aquele passeio com minhas meninas, mas palavra de homem é uma só, prometi e tinha que cumprir. Lavei e guardei as louça no armário branco acima da geladeira antiga vermelha, passei pela sala e lá estavam as duas, sentadas, arrumadas, perfumadas e cada uma com um botão de rosa na mão. - Bamos papa! disse Clarice, - Minha Sininho, espera só o papa se arrumar e nós vamos, tá!,Clarice fez que sim com a cabeça e tornou a sentar no sofá. Subi tomei um banho rápido, não podia deixar minhas meninas sozinhas por muito tempo, desci as escadas correndo, e lá continuavam elas, agora Clarice tinha também seu cachorrinho de pelúcia, o Billy, nas mãos. Peguei as chaves do carro e seguimos para ver a mamãe.Ao chegar no cemitério lá estava o túmulo de minhas esposa amada, Christynne. Chris, como a chamava tinha olhos que eram como o nascer do sol, dourados, seus cabelos combinavam com seus olhos, eram dourados também, sua pele, aveludada, sua boca avermelhada,um sorriso, aquele sorriso... sua postura justificava anos de balé, era leve, era linda, olhar pra ela, era admirar uma pintura do pintor mais perfeccionista.Meu único amor foi essa mulher ela me deu as jóias mais raras, ela me fez o homem  mais feliz do mundo.Os 20 anos de casado foram poucos, mas foram os que tivemos, sem uma sequer briga ou discussão éramos chamados de casal perfeito.Olhando seu túmulo e as meninas ali fazendo suas preces, preces que eu achava que Deus não ouvia mais,e colocando ali suas flores,lembrei de nosso história. Havíamos nos conhecido no colégio, eu me apaixonei a primeira vista por ela,sempre fui o brigão da escola, mas por ela mudei. Uma das diversas vezes que mandei um bilhetinho pra ela, se bem me lembro, minha memória anda falhando ultimamente,tinha escrito: -você é a menina mais bonita do meu mundo, me dá uma chance. e ela me respondeu, a primeira vez que ela me respondeu: ou você para de ser chato e me deixa em paz, ou muda o sei jeito e eu PENSAREI NO SEU CASO ( sim a ultima frase foi escrita em letras maiúsculas, sublinhadas e em negrito) a partir desse dia mudei. mudei por ela, mas só tive minha chance depois de uns 2 anos, ela era jogo duro. duríssimo eu diria. Namoramos por 3 anos e logo casamos, eu tinha, 27 anos e ela 25. Ela parecia um anio intocado descendo em nuvens, uma aparição divina vestida de noiva.Anos depois tivemos nossa primeira filha Lucy, ela já tinha 30 anos e eu beirava os 32. Decidimos depois de três anos ter Clarice.Ela veio, como mais uma confirmação de nosso amor. 2 anos depois Chris descobriu que tinha câncer, mas nada me contou,queria evitar um sofrimento familiar, um desgaste das meninas. Fez o tratamento, mas o infeliz se alastrou pelo seu corpo e chegou a um estágio onde nem o tratamento mais fazia efeito. Lembro me do seu ultimo dia de vida. Ela pediu para ir ao bosque. Arrumamos as meninas, levamos a cesta e fomos fazer nosso pic-nic num domingo chuvoso.Comemos e levamos as meninas para um passeio. admiramos as flores que estavam todas molhadas de orvalho, ouvimos os pássaros e toda essa bobagem de natureza. As meninas logo encontraram Mandy, amiguinha da escola com seu pai, o Jack,elas imploraram pra nós deixarmos elas irem com Mandy até a sua nova casinha de madeira.Chris como sempre,coração mole,deixou.As meninas em gratidão abraçaram tão forte a mãe que elas cairam no chão, disseram mil vezes eu te amo e partiram felizes. Neste mesmo momento Chris me levou ate um galpão abandonado.Estava meio úmido, mas era aconchegante, numa parte superior, havia uma janela onde viamos parte do bosque, ali ela estirou um tipo de manta, olhamos a paisagem, trocamos juras e ali mesmo fizemos amor,foi uma das tardes mais lindas que vivi com ela,por fim ficamos deitados por longos minutos, depois seguimos para buscar as meninas, jantamos no Wood, e fomos pra casa. As meninas logo deitaram e dormiram, tinhamos a casa pra nós. Nós deitamos e depois de nos amarmos mais uma vez,  ela sussurou no meu ouvido a frase que nunca mais sairia da minha cabeça: Eu te amo John, independentemente do que aconteça, estarei com você onde vocês tiver. você é o meu único amor. eu olhei nos olhos dela e respondi: também te amo minha rainha,nem a morte vai nos separar!, após isso ela  abriu um sorriso, aquele sorriso que eu não consigo descrever,deitou em meu peito e fiz cafuné nela até dormirmos. No dia seguinte. acordei empolgado, fazendo mil planos, afinal era férias das meninas.Levantei , e ela não estava mais na cama, olhei no banheiro, fui até o quarto das meninas.que ainda dormiam, e nada, olhei pela janela e vi seus cabelos voando, lá estava ela na varanda. - Amor bom dia, dormiu bem?, não obtive resposta alguma nem sequer um sinal, fui até ela, reparei que em uma mão ela segurava uma rosa, da mesma rosa que as meninas levariam em seu para seu túmulo, em seu colo, nosso albúm de fotografia com uma carta dentro,ela estava jogada na cadeira. Segurei sua mão, ainda estava quente: - Amor?... Querida?... Não brinque comigo desta forma!... não havia pulso, não havia batimento algum,não havia resposta e nem semblante de dor, havia um sorriso que ainda estava lá. Fui ao chão, ainda segurando a mão dela, foi dificil ver que ela estava  morta, que não havia mais jeito ela estava morta, sentada na cadeira de balanço na varanda, a mesma em que hoje sento e meus fantasmas me assombram '


Continua ...

terça-feira, 27 de abril de 2010

Velhas Memórias #3

" Ouvi um barulho na cozinha, olhei pra traze vi pela janela que minha filha,Clarice fizera uma pilha de cadeiras para pegar sua tigela preferida, uma que tinha uns cometas, planetas, luas e estrelas, corri afinal, é tão pequenina minha menina.Cheguei a tempo de pega- lá, pois como a pilha já estava torta. segurei-a com força, olhei pra minha menina e esbravejei: Clarice! não faça isso nunca mais!.Com os olhos arregalados, ela me olhou, mas logo abriu um sorriso: despupa papa!(desculpa papai), e me abraçou, aqueles abraços de criança que amolecem o coração mais duro e faz com que qualquer esporro seja esquecido em questão de segundos. Levantei do chão com ela pendurada em meu pescoço, peguei -a coloquei ela sentada como uma mocinha em sua cadeira lilás com desenhos de lua, pus pra ela seu cereal de matinal e seu copo de suco de laranja. me sentei a frente dela,assistir minha menina se deliciando era fascinante. Enquanto Clarice se lambuzava, Lucy descia as escadas ainda coçando os olhos, corri para abraçá-la, como fazia todas as manhãs. - Bom dia sininho!. - Bom dia Peter!, - O que vai querer de café? - Umas panquecas com calda de chocolate!, disse minha estrela. Lucy. Ela tinha verdadeira admiração pela história de Peter Pan, todas as noites contava histórias que na verdade inventava.eu, era seu Peter Pan e ela minha Sininho. em minutos, as panquecas estavam prontas, agora sim estava me sentindo um tolo completo, olhando minhas filhas se deliciando e se lambuzando com o café da manhã.- Peter o que vamos fazer quando acabarmos de comer?, disse Lucy ainda com a boca cheia .-Não sei Sininho o que me sugere?. Ao ouvir isso Clarice puxou a irmã, coxixou em seu ouvido, e as  duas se olharam. e logo Lucy disse: - Peter queremos ir visitar a mamãe! e depois poderiamos ir ao bosque. o que acha?olhei pra Clarice, seus olhos brilhavam. ainda em pensando nesse pedido tão repentino,Clarice deu a volta na mesa, ficou parou na minha frente, e com as mãozinhas pequeninas juntas, como se estivesse rezando, pediu - Bamos, pos fabor papa (Vamos por favor,papai) .Ainda meio assustado com o pedido de minhas meninas, disse. - O desejo de vocês é uma ordem.ao terminar o café,e se comerem tudo vamos visitar a mamãe e iremos ao bosque! "


continua...

quarta-feira, 21 de abril de 2010

velhas memória #2

' Sento me em minha cadeira, velha e com alguns burracos de cupim, olhando fixadamente pra frente meu primeiro fantasma vem me assombrar.Jude,meu amigo de infância. Crescemos juntos, Jude era meu companheiro, meu melhor amigo,éramos uma dupla, todos nos chamavam de JJ(Jude e John, meu nome se é que não havia citado antes). As meninas enlouqueciam com Jude, afinal ele tinha cabelos castanhos claros com as pontas aloiradas do sol, andava seus fios que batiam nos pescoço ao vento, seus olhos mudavam de cor de acordo com a luminosidade do ambiente, ora era azul psicina ofuscante e odiante ora era de um castanho impenetrável, sua pele clara, mas não totalmente branca, apesar de ao ficar alguns minutos exposto ao sol, ficava vermelho como tomate,era isso que mais o deixava 'fulo' da vida, de estatura mediana, sua altura não condizia com quantas besteiras fizerá na vida. Já eu, sempre fui mais alto do que Jude e me gabava por isso, de pele morena e olhos cor de mel, cabelos tambem no pescoço lisos e castanhos claros, tirando os detales físicos, o fantasma de Jude viera me assombrar naquela manhã. Lembrei de uma de nossas travessuras. Foi em um dia de muita chuva em nossa cidade, soubemos por fontes seguras que haveria um show particular do Nirvana ás 17:00 hrs, e nós erámos fãs incondicionais do Nirvana, todo diziam que Jude tinha uma certa similaridade com Kurt Cobain e nós riamos quando as pessoas o comparavam, pois bem, faltamos ao colégio naquele dia, esquecemos que haveria prova de geometria o que depois nos acarretou muitos problemas,juntamos nossas economias que davam juntas cerca de US$ 30,00, demos a desculpa para nossos pais que precisávamos de dinheiro para irmos fazer um trabalho na casa de um colega na cidade vizinha, eles, pobres coitados nos deram, apesar de todas as travessuras que fazíamos, eles ainda sim acreditavam em nós, por fim tinhas cerca de US$100,00 cada um. Pegamos algumas roupas enfiamos em uma mochila velha e lá fomos nós. Chegando lá vimos que seria quase impossível nossa entrada, foi ai que tive a grande ideia de usar a ' semelhança' de Jude com Kurt a nosso favor. Vesti ele com roupas parecidas com as de Kurt. Andamos confiantes até o segurança que prontamente nos pediu o nosso convite. Respodi - lhe asperamente : O senhor pensa que é quem pra pedir o ingresso do vocalista da banda que vai tocar nesta possilga? o segurança espantado com minha resposta olhou pra quem estava atraz de mim o ' Kurt Cobain', rapidamente pediu desculpas ao 'Kurt' e nos deixou entrar, foi mais fácil que pensávamos. Jude foi logo para o banheiro para retirar suas roupas de Kurt e sentar- se na platéia. Com algumas horas de atraso assistimos ao melhor show de nossas vidas. Por fim ao sairmos do local ouvimos pessoas falando que ao entrar o Kurt verdadeiro o segurança tombou pra traz e perguntou se ele tinha um irmão gêmeo, Kurt disse, com um sorriso que pras meninas era encantador e pra mim era uma audácia, que não senhor, que o segurança precisava parar de beber. Ao lembrar desse episódio, um vento longo e gelado veio ao meu lado, alguns diriam ser Jude, pois o mesmo havia morrido ainda na juventude, com toda certeza a partir do triste episódio da morte de meu melhor amigo, eu fui ficando amargo'


continua...

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Velhas memórias#1




" Levanto, logo olho a volta da minha casa, faço a ronda como de costume. tomo meu café amargo e quente como de costume, subo ao quarto dou um beijo em minhas duas filhas, Lucy de 6 anos e Clarice de 3, escrevi um bilhete com palavras bonitas em cima da mesa de cabeceira branca das meninas, sigo ao corredor pego a foto de minha esposa falecida a 2 anos, como era linda minha, somente minha Lucy, morreu de desgosto, talvez por minha única culpa, sempre fui louco e hoje me mantenho são. minhas filhas e minha memória são as unicas razões por eu ainda estar vivo. deisho o leite das meninas na mesa e saio porta afora e todos eles vem comigo. quem você se pergunta,os fantasmas do meu passado. "


... continua

sexta-feira, 19 de março de 2010

estou sofrendo



"estou sofrendo, por uma história. que pode ou não acontecer, mas ela tem que acontecer.
é, estou vivendo uma história que não é minha, mas me sinto no direito de fazer das tripas coração pra que essa história dê certo.
dou um jeito daqui, costuro um pedaço ali, cato os estilhaços no chão, passo cola super bonder e colo tudo novamente, limpo as manchas das verdades não ditas, reescrevo a história do jeito que tem que ser, acabo falando, falando, falando, tudo que tinha que ser dito,faço com que acredite, que supere, que por fim se abracem e enfim tudo se resolva.
nos momentos felizes, me visto de platéia assisto e aplaudo com tamanha felicidade que daria mil voltas ao mundo sem descansar, nos momentos de brigas e desentendimentos, me faço de escudo, nao deixo que as palavras cortantes, aquelas que magoam sejam ditas, seguro a barra, entro no meio. enxugo as lágrimas, apoio se cair, amarro ao pé da cabiceira da cama se tentar ir embora. puxo pelo braço, faço entender que foram feitos na mesma medida, na mesma proporção, que são metade proporcionais, como dizem um é tampa e outro a panela.
uns me chamam de anjo, uns dizem que nunca dou uma flechada certa, na verdade permito que as pessoas errem pra que vejam que eu sei o que é o certo, outros dizem que não existo.
podem falar o que for, eu continuarei exercendo minha função, trapalhão ou nao, eu continuarei dando minhas flechadas, mas por enquanto me dedico a um só casal, este que ao mesmo tempo me faz correr e parar, sorrir e sofrer".

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

povoando


- ando reparando por ai na quantidade de barrigudas, e não são as de cerveja, que vejo por ai não. Barrigudas, buchudas, prenhas, grávidas chamem como quiser, em cada esquina vejo pelo menos duas conversando, tricotando como diria minha vó, ai eu te pergunto: Tá na moda ficar grávida? é tendência?
Nunca vi tanta gente grávida ao mesmo tempo assim, paresse que nesses eventos de moda, estilistas e ditadores da moda disseram: meeeeniinas ta na moda engravidar, vão libélulas saltitantes, deem pro primeiro que passar, mas estejam certas que estão em período fértil hein gracinhas!!!Cruz credo. barriguda de um lado, barriguda de outro, chego a pensar que pode ser contagioso, me benzo, bato na madeira, rezo 7 pai nossos, ando com arruda e tudo, vai que pega. Brincadeiras a parte, é sério mesmo. de uns tempos pra cá venho reparando na quantidade de meninas grávidas que aparessem, de 5 meninas que conheço pelo menos 3 tem filho,ou estão esperrando a querida cegonha,todas com idade entre 15 á 18 anos. paresse que vivemos no tempo do homens das cavernas,lá sim não existia método anticoncepicional, hoje em dia chega a encher a paciência de tanta coisa que existe para se evitar uma gravidez.elas so podem pensar que é mt fácil botar filho no mundo, minha mãe pensou mil vezes antes de me ter imagina agora, asho que sinceramente não me teria. rs. tanta coisa pra cuidar, e ter que carregar aquela pessoa pro resto da TUA VIDA, afinal pra filho não existe divórcio. é bonito ter filho, sua vida continua, você tem um espelho seu e blablabla, mas não as 17 anos.e esse cara acha que sustentar criança é quem nem cuidar de cachorro coloca comida e agua e PLIM tudo pronto.não, não é assim. não existe ração pra filho e nem coleira. eles e elas dão a justificativa de esquecimento, pros esquecidinhos uma dica:
compre aqueles adesivos amarelos de colar na geladeira, coloque lá, escrito :Epâ to com frio. ai sim você nunca esquecerão C:se lembrando ele salvará seu futuro, se esquecido ferrará a sua vida.
é tempo de curtir e não de ter um bacuri, se for pra ter barriga, enche a pança de cerveja ou de comida. pelo menos lá não terá um ser, um indivíduo que nascerá.e se engravidar não fale pra sua mãe que é verme, tá. isso não dará certo, pq quando você chegar aos 7 meses ela pensará que tem um alienígena dentro de você C:


beijos aos descuidados. e as crianças desculpem titia, é assim msm. rs

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

paro em frente a essa página em branco, coloco algo da playslist pra tocar, no caso agora Muse - New Born,e fico pensando sobre o que vou escrever.
odeio quando paro aqui e não sei ao certo o que escrever, tudo bem que ninguém lê essa bosta e muito menos presta atenção ao que falo,mas queria pelo menos uma vez na vida olhar e sentir um pouco de gosto, pelo que escrevi, sim isso não tem nada haver com orgulho, deixo pra me orgulhar do que fiz no fim da vida.
fico por minutos parada, ate que vem algo na mente, mas nada que tenha tal vigor, tal consistência, é tudo muito cru, pode ser que minha mente esteja de férias ainda, afinal a vida so começa apos carnaval, mesmo para mim, ser que odeia com vigor e sustentabilidade este império e esta festa sem sentido algum. pensei mil vezes em parar com essa babozeira de escrever, escrever pra que, pra quem, por que. tudo bem que em um futuro próximo terei que escrever pra minha própria vivência, mas agora, fazer este exercício de memória é um tanto quanto frustrável, e isso justificaria dias, semanas e meses que fico sem escrever, fico esperando algo que valha a pena escrever algo que eu leia e goste. penso em parar, mas ao mesmo tempo não consigo, gosto quando vivencio e penso: isso renderia um texto. o problema é que as vezes, falta tempo e saco, pra parar e escrever, isso precisa de uma certa organização de idéias, e não sou uma pessoa muito organizada, preciso de um certo tempo pra me organizar. quando penso em parar, vem pessoas como a minha irmãzinha, aline rodrigues outra blogueira e utilizadora do flickr, é sempre ela que me convence a utilizar essas coisas tecnológicas, que diz que eu escrevo com mesmo espírito do Bruno Mazzeo (--' tá aline, aham) e que morre de rir com meus textos e minhas histórias, rs, ela que não deixa eu parar de escrever, diz que vai me matar.

por gostar muito de escrever e de gostar de ler o que eu escrevo, por mais medíocre que seja o texto, por incentivo do meu namorado,da minha irmã, dos meus amigos.
é por isso que vou me organizar mais e passar a escrever minhas revoltas, meus ódios com mais frequência, fazer o que se eles perdem tempo e riem das coisas que escrevo.

Obg :}

beijos

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

tudo poderia ser mais fácil, tudo poderia acontecer em um click ou melhor num piscar de olhos, mas não.
a vida tem disso,fazer com que as coisas se tornem dificeis, dificéis o bastante para que você sofra,sofra o bastante para dar valor, valor o bastante para que você não deixe que escape por deslize ou por erro nenhum.ela nunca torna as coisas fáceis e nunca te dará nada de mão beijada, não, ela sempre fará você ver o quão valorosa é, e quão valiosa é aquilo que você tanto almeja.


enfim :}
depois posto algo que preste, odeio ficar com esses textos reflexivos, afinal isso aqui não é um blog de auto ajuda :}

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

insanidades de uma mente sã #1




"Abrigo.
Abrigo uma dor no peito, uma frase na garganta, e uma saudade no coração.
Uma lágrima não chorada,um adeus nas mãos, passos que poderiam ter sido dados em um corrida constante.
Porém, abrigo um abraço apertado, uma beijo calmo e tranquilo, um olhar fixo,algumas palavras, a única frase que foi dita,a mais importante, e um sorriso, o mais belo de todos,esses guardo, como se fosse uma vida, a minha própria vida. as outras,vao e vem, como se gostassem de me torturar a todo instante.
Destas a pior é a saudade, que por mais que tente esquece - la, ela andará comigo, como minha sombra, como meu encosto particular, como meu carma,como se fosse aquele parente pentelho que não sai de perto de você, essa sim, ficará comigo.
Eu abrigo. somente eu sei o que abrigo. somente eu sei quem abrigo. somente eu sei quem é meu abrigo, que estará longe, dos meu olhos, mas perto, ele sempre estará muito perto".

; ciinthia





ps:não me pergunte porque escrevi isso.eu apenas, escrevi o que pensei.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Carnaval?Porque? Pra quê?

-Não sei mas acho que sou umas das poucas pessoas que não vê um real motivo pra uma coisa chamada carnaval. é a festa mais sem motivo do planeta. são 4 dias de pura folia e alegria, dias que você põe a fantasia e bebe e cai na folia.
como se pra beber e "cair na folia" precisa-se de uma desculpa.se pararmos pra pensar fazemos isso toda semana, so os, Trabalhadores do Brasil Varonil, não o fazem pra eles é ate justificável, ficam 4 dias enchendo a cara, pulando, enchendo a cara, pulando, ou correndo atraz do trio[ o que eu asho a mais pura idiotisse ficar correndo atraz de um trio elétrico com um bando de outros suados, grudentos todos pisando no seu pé]. Esses vão para as ruas e veem coisas que paressem nunca terem visto, se são assaltados, é um insulto, se veem casais do mesmo sexo, ficam escandalizados, homem vestido de mulher,que isso onde estão os valores morais do homem, então me digam pra que saem de casa se não aguentam o que veem na rua?
são 4 dias inúteis, e o que me dá mais ódio no carnaval é: Apuração das notas das escolas de samba do grupo especial.gente me digam pra quê? e não adianta você mudar de canal, essa praga chamada carnaval te persegue, um canal apura os votos, outro reprisa o desfile, o outro mostra o carnaval da Bahia, outro mais apuração, você abre seu portão,tentando em vão fugir, pessoas gritando com seus surdos e tamborins: A LA LA ÔÔ, no mesmo instante você é alvejado por um punhado de confete e serpentina. bebâdos te rodeiam e te dão um copo, mulheres semi nuas dançam na sua frente, homens, os másculos e fortes, vestidos de mulher,e o torcedor de um escola grita 10.0 o outro vaia, a banda segue e você não tem pra onde correr, ou se deita no sofá e assiste a apuração, porque nessa hora que você quer ver aquele filme inédito, A Lagoa Azul, Missão Impossível 1,2,3,A hora do Rush, enfim seu vizinho liga o bendito rádio e começa a tocar aquelas músicas inaudíveis,então querido(a), nesta hora, engula todo o seu ódio, não, não tente entrar na internet para comprar uma passagem com destino a Tchecoslováquia, o comandante provavelmente estará ausente pulando o carnaval, não tente ir para a Região dos lagos, pois td estará engarrafado o bastante para te tirar do sério, apenas abra seu armário, pegue sua máscara, vista- se de Colombina ou Pierró e junta - se a eles, afinal: se você não pode com eles, junte - se a eles.


umbeijo

C:uq

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010




"caos (á-os)s. m. 2 núm. 1. Confusão dos elementos antes da criação do universo.2. Fig. Confusão.3. Desordem.4. Perturbação."
essa tem sido a palavra, de ordem, desses ultimos dias. Puro Caos.
tenho sido bombardeada diariamente com notícias sobre o pobre povo haitiano, que vive um inteiro caos. vejo pessoas mortas, outras vivas não sabem o que fazer, outras porém tentão de alguma forma ajudar, mas muito pouco podem fazer. Jornalístas, militares, civis, pessoas de alta importância todas misturadas com um único objetivo: ajudar.
é incrível, ver a capacidade do ser humano de mesmo sem condições fisicas, emocionais, de querer ajudar, de querer mudar uma realidade tão crua e forte de um povo já tão machucado pelo duro e hóstil passado, ainda sim, vemos todos, sem distinção de crença, cor ou lado se unirem com esse único propósito, os que tem: dão aos que nada tem, os que pouco tem dividem, essa é a maior prova de que não precisamos de guerra. A mídia tem feito a cobertura que podem,uma cobertura completa dos fatos e das ajudas que vão chegando, mas ainda sim sinto falta da informação sobre os militares brasileiros que estão bem, e que estão ajudando por lá. me ponho no lugar dos familiares que estão por aqui preocupados, eles necessitam de mais informação.

como diz aquela música, tudo que nós precisamos é mesmo de amor. o caos acaba quando conseguimos ajudar aos outros. esse caos acabará e mais uma vez eles vão se reconstruir, serão como a Fênix que renasce das cinzas.

quem puder ajudar:

No site da Cruz Vermelha Internacional pode deixar o seu contributo por cartão de crédito, segue o link: http://www.icrc.org/Web/spa/sitespa0.nsf/html/helpicrc?OpenDocument


Obg:}
umbeijo

domingo, 3 de janeiro de 2010


tenho que confessar uma coisa á vocês,eu tenho uma mania, quase que incontrolável, uma paixão na verdade, por coisas antigas.
é mais que uma mania, é uma paixão de verdade. as vezes vasculho a pasta de armazenamento de músicas, e encontro mais músicas do tempo dos meus avós do que do séc. 21. é incrível, pois são músicas que foram caindo no meu gosto, e por mais que eu fique dias, meses sem escutá-las, quando elas vem a mente não tem como não escutar nem uma vez, por exemplo agora ta tocando The Beatles- Black bird. Ouço muito coisas clássicas, e não para por ai não, todo jovem que se preze, pede um carro zero pra seus pais, eu, sempre eu, pedi um fusca preto ou qlqr cor, desde que com ele faça o que quiser, não teria vergonha nenhuma de andar com meu fusca pelas ruas, e porque teria, é um carro que enfrenta qualquer coisa, de dia de super sol á chuva ácida que sabe até chuva de meteoros o fusca não aguenta, não é mesmo?sentiria orgulho, isso sim. se perguntarem de que objeto sinto falta, diria a máquina de escrever da minha mãe, que infelizmente foi pro lixo, mas já arranjei outra e já já andarei escrevendo em letras de forma e ouvindo aquele somzinho que soa como música aos ouvidos.
muitos, inclusive minha mãe, me chamam de maluca, que velharia é pra ficar no museu, e bla bla bla, mas eu não vivo só de "velharia", juntaria na maior cara de pau o novo e antigo em um só lugar, e esse lugar seria, certamente a minha casa. conheço pessoas que como eu, amam antiguidades.e não, não mudaria por nada,nem por nada nem por ninguém nesse mundinho de Deus, é tão bom cultivar uma memória, um significado, de alguma forma, objetos e músicas mudaram minha humilde vidinha e ajudaram a contribuir para o que temos hoje, seria a mais pura canalhisse despresar esse passado agora.


eu e minha manias malucas. é complicado, mas é divertido

beijo:}

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

sentimental, eu sou :}


" olhos fechados pra te encontrar, não estou ao seu lado, mas posso sonhar" [ aonde quer que eu vá - Paralamas do Sucesso.

- é engraçado esse sentimento chamado amor. sem pedir licença te invade, te faz sentir como se quando você está com aquele alguém, nada nem ninguém pudesse te machucar, nem que te dessem um tiro a queima roupa, nem isso te machucaria, te faz ver a vida de um modo diferente, tudo muda, todos mudam, você passa a viver em um novo ambiente, em um novo universo. é interessante,a primeira vista ou construído ele tira o fôlego e lhe dá a vida,faz cair uma lágrima e ao mesmo tempo faz com que um sorriso se abra, faz sonhar, faz com que um fio de esperança se torne em força pra lutar, faz com que o gosto amargo da saudade se torne doce ao ouvir soar apenas três simples palavras [ eu te amo], essas sim têm o poder de mudar o mundo e so poderiam ser ditas por aqueles que realmente amam com a alma e não somente com o coração, a dor da distância se torna nula quando apenas os olhares se cruzam.é verdadeiro e fiel, é forte e carinhoso, é digno de todas as representações.

Sei o que digo, pois amo. e mesmo que fosse o veneno mais mortal, amaria mil vezes mais aquele que dei o meu amor, aquele que é dono do meu coração. Digo, pois, através desse amor sobrevivo, ele é a fonte das minhas alegrias, e responsável pelos meus sorrisos, causa da minha saudade,remédio para minha dor. é ele. o meu amor.
é pra ele, é por ele. é por nós. esse amor.