terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Para o meu melhor amigo, Joe

Bem, esse é um relato que tenho adiado por dias.
O meu melhor amigo ser foi. Não, ele não me abandonou, ou se mudou para um país indiano, ou foi lutar no Haiti. Nós não brigamos e acabamos com a nossa amizade. Ele se foi. Foi brutalmente morto, graças a nossa majestosa violência carioca, que hoje mais parece um câncer com metástase e que não tem cura e nem morre. Pior, ele mata.
Ele se foi, num dia em que eu não custo pra esquecer. Me deixou sozinha nesse mundo. Perdi meu colo, meu chão, meu ouvinte e minha base dos últimos dez anos. No último ano, mais presente que até mesmo meus pais, ele tinha minha confiança cega, meu amor incondicional e era o único que eu atendia no telefone de madrugada (olha, eu não durmo, então pra me acordar quando pego no sono, tem que ser muito especial mesmo). Era um homem de muitos sonhos, de sorriso largo e de um coração gigante. Me acompanhava nas maiores furadas, desde consulta de emergência até rolê na pracinha. Era os áudios mais longos e os mais engraçados.  Era irmandade, amizade mais pura, de quem cuida do outro simplesmente por querer ver o outro bem. Mas, ele se foi.
Foi um golpe duro, que custo acreditar. Tem umas semanas que olho aquela ultima conversa gravada, aquela última foto, e teimo em mandar outra perguntando onde ele tá. Claro, sem resposta, sigo os dias, sentindo a dura dor da ausência, o vazio da saudade e a revolta de não ouvir mais a sua voz, me contando como foi ruim o dia, mas que tudo bem, sempre temos a oportunidade de viver melhor o outro dia.
Nessas semanas, passou o dia do amigo no facebook, e lá fui eu deixar uma mensagem pra você. E faço isso de novo, vai que no céu, o wi fi pega, e você consegue além de ler pensamento, ler isso aqui.
É que eu queria te falar como tá sendo foda, esse mundo sem você. E que dói a tua ausência, você que me acompanhou por tanto tempo, segurou todas as minhas barras, me salvou de tantas enrascadas e que cantavam comigo todas as músicas. Cara, que saudade! é chato essa vida sem você. Todos me param semanalmente pra falar de você, pra te elogiar, falar o quanto você era foda!!! Elas seguram na minha mão, como se tivessem segurando meu coração dilacerado, e apertam como se tivessem tentando reunir os pedaços dele. Mas não há super bonder que cole. Em meio a tantos turbilhões que vivo nos últimos meses, a sua ida foi a rasteira mais forte, afinal os outros problemas, com calma se resolvem (e você ai no céu já sabe quais são), trazer você de volta não. Posso bater na mesa branca, no melhor terreiro, na igreja mais magnifica, que ngm vai trazer você pra essa terra de novo. E isso dói. Espero que um dia eu possa te ver, esmagar a sua cabeça, te bater e xingar, porque você não tinha o direito de me deixar sozinha nesse mundo, que você não tinha nada que tentar ter sido o Homem de Ferro, que o Hulk tb sangra, e você, pentelho, era pra ter ficado aqui. Mas já que você quis ir ser super herói ai de cima, me ajuda a não enlouquecer com a sua ausência. Valeu Joe <3 br=""> - Para o meu melhor amigo, para a minha dor mais profunda, para curar o incurável.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

incrível como a vida dá voltas!!! - você sempre ouve isso de alguém que tá por cima não é mesmo, mas agora você esta ouvindo de alguém que ,meu amigo, esta por baixo, pra baixo e sem expectativa, esperança ou ânimo algum de subir e chegar a superfície.
Pois bem, como um turbilhão tudo veio ao mesmo tempo, pense em coisas ruins, em pelo menos 5 (nenhuma delas com morte, ok), imagine todas elas acontecendo com um espaço de no máximo uma semana, exigindo da mesma pessoa fôlego, soluções e ação rápida e urgente...pois é, essa tem sido a minha vida nos últimos três meses. Tudo que eu levei um certo tempo pra construir - contando com o tempo sonhando, idealizando e prometendo que se tudo estivesse ok eu seria uma boa menina - viu, levou tempo, tudo isso pareceu um castelinho de cartas voando....
Esse texto não é algo pra que você sinta pena de mim, não mesmo. Não quero sua misericórdia, nem o seu perdão, é que não sei por onde começar. De repente algo que me parecia simples e leve ( a vida, sim era esse o aspecto que sempre levei e lidei com os meus problemas) virou um rolo compressor de mil toneladas, que todas as vezes que penso e repenso em suprimir e me reerguer ele volta e dá mais uma passadinha, mais uma amassadinha. E tem doido viu. E como. Só eu sei.
Todos os dias um novo problema, todos os dias mais uma prova, todos os dias menos vontade de levantar e sacudir a poeira, todos os dias menos ânimo pra encarar a rotina fora da janela do meu quarto, poderia ser roteiro de porgrama de sexta feira, mas não é. Tenho tido crises de ansiedade, dores corporais, desânimo, depressão, alérgias quase que diariamente e tudo que tenho ouço é: tenha calma, tenha fé, tudo vai melhorar. Olho ao redor e não vejo DAONDE ISSO TUDO VAI SURGIR.
Não sei como levantar, aonde apoiar se tudo desmorona, só sei uma coisa:
tá difícil, tá pesado, tá custoso, tá demais essa cruz.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Selando a paz por uma semana

"Olá tempo,

Bem, essa não é uma carta comum é um pedido de tregua. Poderia começar essa carta como todos começam cartas bonitas, com o típico "querido amigo" "meu amado" ou outros adjetivos desses que enchem a boca, mas não eu. Não comigo. Você sabe muito bem que nossa relação sempre foi de mais tapas do que beijos, mais ódio que amor, mais raiva do que paixão. Mas vamos ao que interessa, vim pedir uma tregua, estender a bandeira branca, me colocar a frente do tanque de guerra como aquela pobre vietnamita, nessa terceira guerra mundial que você e eu estamos travando.
Lembro me dos tempos em que éramos amigos e eu obtinha toda calma e paciência e que conseguia esperar muito 10, 15, 20 minutos as vezes 1 hora por alguém ou alguma coisa. Isso tudo sem pestanejar, sem reclamar, sem nem resmungar. Nós éramos amigos, tempo, você lembra? Nós nos ajudávamos. Tudo parecia ser rápido e ágil. Lembra de quando esperei um ano por uma maleta de desenho da Disney que minha mãe tinha me prometido? Fui tão paciente que até esqueci e quando chegou o grande dia, foi uma surpresa tão agradável que guardei tudo, os desenhos, as canetinhas, os adesivos por anos. Pintava tudo a prestação para não acabar. Ah os meus 12 anos!Ou quando esperei um ano e meio pela minha câmera profissional? Acho que você tinha orgulho de mim nessa época. Éramos unha e carne, amigos pra sempre. Mas a vida adulta chegou e a vida me apresentou a ansiedade, sua maior inimiga.
Nos conhecemos e eu me viciei na pressa. Apressada, nervosa, ansiosa, comecei a querer fazer com que você corresse, voasse pra me atender algum pedido. Não aguentava mais esperar 2 minutos por nada, nem pelo lanche do Mc Donalds. Era demorar mais de 5 minutos, que impacientemente olhava pra cara da atendente como quem grita: MINHA FILHA TO COM PRESSA DÁ PRA SER! Ela se tornou meu vício. Não pude mais usar os relógios que gostaria de usar, todas as vzs que olhava pra eles me sentia presa ao tempo e, ele não passava. Não digito mais catando milho como antigamente, hoje são mais de 30,40 toques em teclas diferentes por minuto. E ai, você veio da forma mais cruel querendo que aquela a qual você se orgulhava, voltasse a tona. Quer me fazer esperar por alguém cujo tenho um sentimento tão forte, um amor tão grande, que se ele estiver longe, eu sei exatamente o que sente, pensa e fala, ouço a voz dele a cada respiração minha, a cada gole na garrafa de agua. Você, mais uma vez, quer me fazer esperar. E pior, agora sem um tempo determinado. Uma data certa pra essa espera acabar. Você só quer que eu tenha paciência e espere.
Mas virei uma fera no quesito ansiedade, por meses fiz de tudo que a ansiedade mandava. Demonstrei, mostrei, fiz cartaz, carta,e nada mudou o rumo do tempo e o curso das coisas.Nada adiantou a minha ansiedade esbaforida. Terminei meu relacionamento com a ansiedade, ela ficou furiosa e saiu batendo a porta e tudo piorou. A vida dele anda numa correria extrema e eu, por ter deixado de lado a ansiedade que me deixava louca por um simples Bom dia, dele, hoje parei. Observei e de novo respirei. Parece que retomei a calma. De onde ela vem? Não sei.
Hoje eu respiro, passo mais de dois minutos sem olhar o telefone, consigo digitar olhando pro teclado e pra tela calmamente e consigo catar as palavras que foram escritas erradas. Ainda tenho vícios que ansiedade me deixou, como uma cicatriz, mas consigo olhar tudo com uma pouco mais de sobriedade e tranquilidade. Hoje posso dizer que, o nosso tempo não é agora e se fosse tudo daria errado. Admitir isso não me incomoda mais, tempo. Dizem que você tem uma hora certa pra coisas, e eu simplesmente não quero saber quando será ou se será, porque não quero ansear por isso.
Sabe tempo, cansei de tentar por mim mesma adiantar o relógio, mexer nos ponteiros e querer que anos passem em minutos. A serenidade de saber que não posso mudar o destino das coisas,ao mesmo tempo que me incomoda, me acalma. Um dia as coisas tomam seu rumo, e que possamos ter a serenidade de sempre, pra esperar pelo futuro.
Por fim tempo, leve o tempo que quiser levar, porque parei de brigar com você.
Selamos aqui nosso acordo de paz...por pelo menos essa semana. e de semana em semana a gente vai selando acordos de paz, ok:?


segunda-feira, 31 de março de 2014




So tell me when you're gonna let me in? I'm getting tired and i need somewhere to begin. So and if you have a minute why don't we go, talk about it somewhere only we know. this could be the end of all ours problems and actually questions, so, please, go with me, somewhere only we know <3>


- iaiá

Inspiraction: Keane Somewhere only we  know

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

revival

Andando por ai, passando de um lado pra outro da rua, me peguei pensando nas muitas coisas que fiz, no alto dos meus 22 anos. Lembrei que curti bastante escrever nesse lugar inóspito, que eu jurava que ninguém lia, nem via o que eu fazia. Ninguém dava crédito ao que a minha mente, um tanto insana operava em seus diversos laboratórios, parei hoje e vi que não. Uma parcela de gente, igual a mim, lia o que eu escrevia, e isso me fez bem. Não que tenha de alguma forma massageado o meu ego (vocês sabem que não), mas me fez lembrar que eu tinha imaginação, e que sim, as histórias eram boas e por que não revivê-las. 
Existem uma canção que dias " hoje o tempo voa, escorre pelas mãos, mesmo sem se sentir que não há tempo que volte, vamos viver tudo que há pra viver..." a se Lulu soubesse o bem que suas canções já me fizeram, o quão do buraco elas ja me tiraram ou já me jogaram rs. Então porque não?
Em um pequeno resumo, eu cresci, em dois anos, mudei de faculdade, fiz novos amigos, perdi alguns colegas, namorei, terminei, causei, brinquei de ser criança, trabalhei, trabalhei, conheci gente nova, voltei a namorar <3 adiante="adiante" aqui.="aqui." cachorro="cachorro" div="div" e="e" ficar="ficar" ganhei="ganhei" mais="mais" muitos="muitos" nbsp="nbsp" outros="outros" planos="planos" que="que" registrado="registrado" tenho="tenho" um="um" vai="vai">
O motivo que me traz de volta é o simples fato de: preciso voltar a desaguar aqui, tudo o que tá atolado na minha cabeça a dois anos. Voltar com as histórias e contar novas, ter novos sonhos, novos textos, novos desabafos no mesmo tom e crítica, mantendo a fera e a ferida juntas. 

Bem, então vamos logo que essa bagaça não pode esperar 

stronger again 

sábado, 20 de novembro de 2010

"Enquanto eu olhava pro vazio
um medo repentino se apossou de mim
e foi tomando todo o meu ser, e quando eu menos percebi se apossou de minha alma
com uma alvorocidade, e não pude mas contê-lo.
e o vazio externo, transportou-se, virou interno
e a solidão, que me fazia tão bem, naquele instante me fez gelar.
o medo veio me assustar, virou pavor, virou angústia, virou, virou..
ter ninguém, somente ter a solidão, ter a imensidão, não ter o aconchego,
nao ter linhagem, não ter um grito, um sussuro, uma outra voz além da minha,
não ter a casa cheia, ter o silêncio, ter o pensamento livre, ter o vento, ter liberdade mas
SER sozinha, S O Z I N H A, e terminar assim,  e SER assim, me assustava, me arrepiava
me tirava do eixo, me enlouquecia, então esse era o medo que vinha sem pedir licença e nem por favor"

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

" De repente, desapareci.
Sumi, instantaneamente.
Como quem segue o vento, nobre e fresco da manhã, fui-me, e então sumi.
Corri, rodei, fui, e continuei indo. Parei frente a uma bifurcação, fechei os olhos e escolhi um lado e corri,
Continuei indo. Deparei com outra realidade, outra imagem, OUTRO, OUTRA.
Detei sobre o gramado cheio de orvalho.
Olhei pra mim, em meio a lama que se apresentava em minhas mãos e meus pés, meu rosto suado e minha Respiração ofegante, olhei pro céu. Ele seria o único que não mudará perante as mudanças de cenário que aconteceram. Ele fora o único que continuou sendo calmo e azul. o único quem conseguia acalmar o tsunami que se tornará minha jornada.
Mas olhando pra ele, tudo se tornara calmo e tranquilo outra vez, e por aquela noite, fiquei por ali, olhando pra ele, e ele olhando pra mim"