" E todas as nossas lembranças estavam guardadas ali, tudo que estava ali dentro eu conhecia muito bem, a não ser por.. - o que é isso?, me assustei ao perceber que havia um envelope pardo, de tanto tempo que havia ficado guardado, - para mim, com a letra da Chris!!, comecei a tremer, e a suar frio,então respirei fundo, e comecei a ler.
A carta começava assim:
' Meu amor, se você achou isso, é porque eu já não faço mais parte deste mundo, cruel, injusto e físico. Quero que viva, não viva pela minha morte, não chore por ela, quero viva. Viva com as lembranças dos nossos dias de verão e de inverno, quentes ou frios, dos dias que nosso amor viveu e sobre-viveu. Lembre-se de todas as nossas brigas e conflitos, elas sempre trouxeram ao nosso amor a força da reconciliação. Lembre -se do amor que nos fez ter duas pequenas criaturinhas, duas preciosidades, dois anjos em meio a esse mundo, cuide desses anjos, mostre pra elas que nesse mundo há coisas belas, e que a felicidade pode ser sim encontrada em um sorriso, em um olhar,em um abraço, diga para elas o tamanho do amor que eu sentia, e que elas não tenham raiva, porque não pude viver mais tempo, mas que agradeçam o tempo que passei ai. E você meu amor, saiba que sempre será, aquele que me fez viver intensamente cada segundo, até os últimos, que me fez ser feliz, que me fez encontrar o amor, que VIVEU E SOBRE - VIVEU comigo, afinal tivemos uma sobre vida, uma vida mais, que nos proporcionou viver e presenciar coisas absurdamente lindas e significantes. Você não signifou apenas um amor eterno, você é a minha vida, e se hoje eu não estou mais em meu corpo físico, estou viva em sua mente, em sua alma, em seu coração.
Com muito amor e profunda saudade.
Chris'
não consegui chorar, somente consegui sorrir, infinitamente mais depois de tudo que tinha lido e me recordado com aquela bela carta. Chris tinha dessas coisas enigmáticas, mas em sua essência, todos os enigmas tinham sua beleza e verdade guardada nas palavas.
Peguei a carta, levei- a para meu quarto, li, re li, fiz isso milhares de vezes, ate cair no sono grudado naquela nela, naquelas palavras, na lembrança daquele amor. E sonhei, sonhei que ..."
continua...
quinta-feira, 29 de julho de 2010
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Velhas Memórias #6
"Peguei essa caixa antiga e sentei em minha cadeira, tomei um gole do meu café, estava meio amargo, mas era assim que eu queria me sentir, pra poder suportar a dor de abrir aquela caixa. Depois de ficar ensaiando pra abrir aquela bendita caixa, abri. Primeiramente tinha um álbum, fotos do colégio, fotos de infância. Dentre muitas peguei uma em que estavam eu e meu melhor amigo, na verdade não era uma foto, era um recorte de jornal, em que estávamos correndo pelados e umas senhoras estavam loucas correndo atrás da gente e a matéria era ' Baderneiros acabam com a paz da cidade', cai na gargalhada quando lembrei o que fizemos naquele dia. Estávamos meio loucos e tiramos as calças e passamos em frente a igrejinha da cidade correndo, carregando nossas garrafas de álcool gritando que o mundo ia acabar e elas, assustadas, correram nos chamando de pervertidos, de anti Cristo, de um bocado de coisas. Pra nosso azar a equipe do jornalzinho fulera da cidade estava fazendo uma entrevista com seu Jacob sobre uvas e vinhos, a matéria ia muito bem, na verdade deveria estar muito chata, pois o seu Jacob já tinha os seus oitenta e pouco, não ouvia direito, então eles perguntavam a mesma coisa pelo menos 5 vezes, mas ele tinha um faro pra dinheiro, nunca era passado pra trás. A equipe viu todo aquele alvoroço e foi ver o que acontecia quando viu dois adolescentes, aparentemente bêbados, muito bêbados, correndo nus com um bando de velhinhas traz, trataram de fotografar e saber o que estava acontecendo, eles, claro, procuraram as senhorinhas, nem sequer quiseram saber a nossa versão da história, ok ok ela não existia, mas agente inventava qualquer coisa ora, éramos tão bons com mentiras do que com alvoroços na cidade HAHAHA. éramos malucos, depois desse episódio, fomos proibidos de passar na frente da igreja, éramos apontados na rua, e não nos sentíamos mal, pelo contrário riamos tanto dessa história.
Achei bilhetinhos, cartas, fotos, muitas fotos, muita coisa velha e empoeirada até que achei algo que me chamou a atenção fez com que lágrimas rolassem de meus olhos e eu voltasse no tempo: minhas primeiras fotos com Chris, nosso amor registrado naquelas imagens, naqueles bilhetes "
continua...
Achei bilhetinhos, cartas, fotos, muitas fotos, muita coisa velha e empoeirada até que achei algo que me chamou a atenção fez com que lágrimas rolassem de meus olhos e eu voltasse no tempo: minhas primeiras fotos com Chris, nosso amor registrado naquelas imagens, naqueles bilhetes "
continua...
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