
"estou sofrendo, por uma história. que pode ou não acontecer, mas ela tem que acontecer.
é, estou vivendo uma história que não é minha, mas me sinto no direito de fazer das tripas coração pra que essa história dê certo.
dou um jeito daqui, costuro um pedaço ali, cato os estilhaços no chão, passo cola super bonder e colo tudo novamente, limpo as manchas das verdades não ditas, reescrevo a história do jeito que tem que ser, acabo falando, falando, falando, tudo que tinha que ser dito,faço com que acredite, que supere, que por fim se abracem e enfim tudo se resolva.
nos momentos felizes, me visto de platéia assisto e aplaudo com tamanha felicidade que daria mil voltas ao mundo sem descansar, nos momentos de brigas e desentendimentos, me faço de escudo, nao deixo que as palavras cortantes, aquelas que magoam sejam ditas, seguro a barra, entro no meio. enxugo as lágrimas, apoio se cair, amarro ao pé da cabiceira da cama se tentar ir embora. puxo pelo braço, faço entender que foram feitos na mesma medida, na mesma proporção, que são metade proporcionais, como dizem um é tampa e outro a panela.
uns me chamam de anjo, uns dizem que nunca dou uma flechada certa, na verdade permito que as pessoas errem pra que vejam que eu sei o que é o certo, outros dizem que não existo.
podem falar o que for, eu continuarei exercendo minha função, trapalhão ou nao, eu continuarei dando minhas flechadas, mas por enquanto me dedico a um só casal, este que ao mesmo tempo me faz correr e parar, sorrir e sofrer".
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